Planos para amanhã
Sonhos para uma vida inteira
Alguém cansou-se de esperar
Na discórdia dos desejos
Senti você saltar.
Não era um jardim
Tão pouco corredor
Manhã de frio
Nem tarde de calor
Pequenos vícios
De qualquer cidadão
Pequenas farpas
Que fazem
Você andar
na contramão.
Manhãs de sonho
noites de pesadelo
ontem queria ser jogador de futebol
hoje não passa de um pedreiro.
Mas o vício é um alento
sucumbindo o tormento
anestesiando o pensamento
vertendo em risos o lamento.
Quando não há motivos para devanear
quando asas são uma mera lembrança
de uma criança tentando imitar
pássaros no ato de voar.
sexta-feira, 28 de março de 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008
O amor e o outro
Não amo
melhor
nem pior
do que ninguém.
Do meu jeito amo
Ora esquisito, ora fogoso,
às vezes aflito
ou ensandecido de gozo.
Já amei
até com nojo.
Coisas fabulosas
acontecem-me no leito. Nem sempre
de mim dependem, confesso.
O corpo do outro
é que é sempre surpreendente.
Affonso Romano de Sant'Anna
Não amo
melhor
nem pior
do que ninguém.
Do meu jeito amo
Ora esquisito, ora fogoso,
às vezes aflito
ou ensandecido de gozo.
Já amei
até com nojo.
Coisas fabulosas
acontecem-me no leito. Nem sempre
de mim dependem, confesso.
O corpo do outro
é que é sempre surpreendente.
Affonso Romano de Sant'Anna
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Porque eu perdi o verso
mas não foi por isso
o motivo desse nosso retrocesso
mas o trem parou na linha enquanto
você dormia e toda a minha vida esvaia-se.
Já era tarde para pensar
mais ainda para argumentar
sem saber o que falar
deixei o silêncio implodir um coração vazio
a dor sucumbir-se na lembrança de um corpo inerte e frio.
Todas as palavras não ditas, sentimentos perdidos
todo amor esquecido nesse rio que é a vida
sua face fria na nascente dos seus anseios
perdeu-se em meio ao outono dos desejos
como folhas que cair-se-ão.
mas não foi por isso
o motivo desse nosso retrocesso
mas o trem parou na linha enquanto
você dormia e toda a minha vida esvaia-se.
Já era tarde para pensar
mais ainda para argumentar
sem saber o que falar
deixei o silêncio implodir um coração vazio
a dor sucumbir-se na lembrança de um corpo inerte e frio.
Todas as palavras não ditas, sentimentos perdidos
todo amor esquecido nesse rio que é a vida
sua face fria na nascente dos seus anseios
perdeu-se em meio ao outono dos desejos
como folhas que cair-se-ão.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Planos para amanha
Sonhos para uma vida inteira
Alguém cansou-se de esperar
Na discórdia dos desejos
Senti você saltar.
Não era um jardim
Tão pouco corredor
Manhã de frio
Nem tarde de calor
Pequenos vícios
De qualquer cidadão
Pequenas farpas
Que fazem
Você andar
na contramão.
Manhãs de sonho
noites de pesadelo
ontem queria ser jogador de futebol
hoje não passa de um pedreiro.
Mas o vício é um alento
sucumbindo o tormento
anestesiando o pensamento
vertendo em risos o lamento.
Quando não há motivos para lamentar
quando asas são uma mera lembrança
de uma criança tentando imitar
pássaros no ato de voar.
Sonhos para uma vida inteira
Alguém cansou-se de esperar
Na discórdia dos desejos
Senti você saltar.
Não era um jardim
Tão pouco corredor
Manhã de frio
Nem tarde de calor
Pequenos vícios
De qualquer cidadão
Pequenas farpas
Que fazem
Você andar
na contramão.
Manhãs de sonho
noites de pesadelo
ontem queria ser jogador de futebol
hoje não passa de um pedreiro.
Mas o vício é um alento
sucumbindo o tormento
anestesiando o pensamento
vertendo em risos o lamento.
Quando não há motivos para lamentar
quando asas são uma mera lembrança
de uma criança tentando imitar
pássaros no ato de voar.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
terça-feira, 24 de abril de 2007
Ainda bem que eu nunca joguei.
O cabelo loiro nem sempre é natural
E já não há mais como distinguir o que é seio ou silicone
O couro também pode ser napa
E a desculpa uma enganação
A placa não te leva ao destino
Se você andar na contra-mão.
A vida não é simples
Mas é possível...
Isso deve bastar!
O cabelo loiro nem sempre é natural
E já não há mais como distinguir o que é seio ou silicone
O couro também pode ser napa
E a desculpa uma enganação
A placa não te leva ao destino
Se você andar na contra-mão.
A vida não é simples
Mas é possível...
Isso deve bastar!
A vida em si jogo perigoso,
o jogo em si ato ardiloso.
Às vezes nem o sorriso é despido de disfarce,
que dirá o busto erguido,
contemplando cenas diferentes em contextos semelhantes.
A que se arrancar o couro do ser que trabalha.
A que se arrancar o couro do ser que trabalha.
Afinal diante de muitos dias pela frente e nenhum vintém à vista,
não há desculpa que engane o estômago tão pouco o coração.
A caminhada conduz para um lugar, mesmo em outra direção,
A caminhada conduz para um lugar, mesmo em outra direção,
porém ainda não soube de placas que guiem o músculo cardiáco não sempre tenaz.
Michele e Sinara
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Trâsito frenético, seres dinâmicos movidos pela inércia do pânico
de uma expressão rotineira, "em tempo hábil".
O verão que atropela o outono inside nas criaturas
que travam um embate constante contra todos em si.
A tonalidade das rosas mudam e os jardins assim por diante.
Ante rosas e girassóis, estou a mergulhar em turbulentas águas.
Sonhos distorcidos, pensamentos mórbidos, fragmentos de tempos idos?
Alternativas noturnas para driblar recordações insanas de épocas cáusticas em viver soturno.
Ilusões destruídas outras perdidas,
a rocha na qual edifica-se um ser,
a fantasia que alivia a dor de existir,
a vida fenece onde não há poesia.
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